segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Votos de Bom Natal

Confesso que não sou fã do Natal e este período não é especialmente do meu agrado, apesar de ter tido uma infância e adolescência próximo da Igreja e de pessoas com fé não ligo nada a estas coisas, pior ainda, acho estranho esta mistura entre valores laicos e religião, muito vivisel nas iluminações de Natal. Apesar de tudo isso reconheço que a religião tem um peso considerável na nossa civilização, não posso menosprezar essa importância, sobretudo nos valores e na própria cultura dita ocidental.
Deixando as discussões de lado, venho apenas deixar os meus VOTOS DE BOM NATAL a quem passar por estas bandas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Capacidade de adaptação

Não sei se é visto por todos, mas este pavão pode ver-se a qualquer momento no jardim do Campo Grande, neste caso diria no parque de estacionamento, pois sempre que o vejo é junto às paragens de autocarro quem desce, bem perto da Faculdade de Ciências. Não deu para tirar uma foto como desejaria pois podia arriscar-me a ficar sem a máquina, nada tenho contra os arrumadores mas fica essa sensação de risco, por isso tirei uma foto rapidamente e fui embora.
É de facto incrível a capacidade de adaptação deste pavão (e de outros por certo). Com dezenas de pessoas a passar ele leva a sua vidinha na "boa".

domingo, 2 de dezembro de 2007

O Natal de alguns

A fotografia foi tirada sem flash externo e em jeito de teste, de qualquer modo serve para mostrar a imagem natalícia da Junta de Freguesia, é pena que não seja geral. Não pensem os eventuais visitantes que estou a criticar a referida Junta, na verdade ainda não me dei ao trabalho de ver quem a constitui, seja qual for a sua cor política deve zelar pelos moradores de toda a freguesia, isso é o que realmente importa.

A prometida requalificação

Tudo indica que a prometida requalificação se ficará por aqui, quando as coisas não são devidamente planeadadas e/ou não é assumido um compromisso público o que acontece é que tudo se dissolve em promessas. De nada parece ter servido a abertura do troço do Eixo Norte-Sul, pois o trânsito continua a afectar a Calçada de Carriche, embora sem saber os números, a verdade é que para quem cá vive não se nota qualquer diferença, não existe qualquer intervenção no sentido da requalificação, quer urbanística, quer a alteração pura e simples do alcatrão para um piso menos lesivo dos nossos ouvidos ou a colocação de barreiras sonoras. Talvez nas próximas eleições surjam mais promessas, o problema é que a degradação desta zona da cidade pode conduzir a fenómenos de abandono e insegurança, isto na perspectiva optimista.


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Deixem passar o progresso

Não conheço a história desta "Aula Infantil Cantina e Balneário", provavelmente surgia na versão tardia do movimento higienista do final do séc. XIX/início do séc. XX. Seja como for, do ponto de vista do ordenamento e do respeito pelo passado é uma afronta, quem por lá passa todos os dias pode muito bem perguntar: como foi possível entalar este pedaço de Lisboa entre dois prédios, ainda por cima feios?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Falta de civismo

Temos um certo vício de criticar os responsáveis políticos esquecendo a velha frase dos "telhados de vidro". Digo isto indignado pelo que acabei de ver. Fui ao ecoponto deixar o lixo que produzo devidamente separado, nesta zona a autarquia acabou e bem com as casas do lixo e obriga agora cada um a separar o seu lixo num ecoponto mais completo, que inclui, nomedamente, lixo orgânic, embalagens, papel e cartão, assim como vidro. Antes de prosseguir uma nota para o ecoponto amarelo, não percebo porque existe apenas um, quando a maior fatia dos resíduos parecem ser embalagens, só não são porque a separação falha.
O que se passou acontece com frequência, abri o contentor amarelo e não é que deparo com uns bons quilos de batatas podres. Que falta de civismo! Assim não se queixem que o país "não vai para a frente", pois nas pequenas coisas seria de se avançar, seria sinónimo de cidadania pro-activa, além disso é o mínimo que cada um pode fazer.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Por cá ando

Não tenho propriamente a preocupação de saber se chego a alguém ou a quem chego, embora o blog tenha um contador (a julgar por ele não são muitos). Tenho experiência suficiente para saber que um blog não se faz num dia e quando assim é morre dias depois. Assumi desde o início que avançaria aos poucos, por um lado, porque não conheço o suficiente do processo, o que me obriga a documentar relativamente a algumas temáticas; e, por outro lado, sendo neste caso o mais importante, porque a disponibilidade é pouca. Acreditem que quando assumo que estou com pouca disponibilidade é porque estou mesmo, de qualquer modo continuarei a dedicar-me ao blog, sobretudo porque ainda acredito que podem surgir opiniões similares e podem mesmo surgir blogs com as mesmas intenções, o que seria óptimo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Há coisas disparatadas, não há?

Quis saber alguma coisa sobre a Carta de Ruído da Cidade de Lisboa e pesquisei por esses termos. Não imaginam o meu espanto, uma das opções levou-me à revisão do PDM http://pdm.cm-lisboa.pt/rev_est12.html no capítulo sobre Zonamento Acústico da Cidade de Lisboa, até aqui tudo bem. A perplexidade começa quando abro um ficheiro em PDF que me é oferecido, pois através dele posso confirmar que não existem referências à Calçada de Carriche, contrariamente o Paço do Lumiar figura como zona de tipo II, ou seja, com bastante sensibilidade ao ruído. Bem, ou não efectuaram medições nesta zona, o que seria uma vergonha, pois é densamente povoada, ou então o Paço do Lumiar tem para os decisores outro estatuto.
Não sei se a revisão do PDM se encontra concluída, se foi concluída com base nestes documentos é uma vergonha. Caso queiram ir de imediato ao documento em questão é este o link http://pdm.cm-lisboa.pt/pdf/RPDMLisboa_zonamento_acustico.pdf
Por agora fico por aqui, mas como esta temática é central no blog voltarei a ela caso obtenha mais dados.

domingo, 4 de novembro de 2007

O esquecimento da muralha fernandina

Longe da Lisboa dos turistas a muralha fernandina, que separa Lisboa de Odivelas, é desconhecida pela maioria, embora seja património vivo desta cidade, em parte em dose dupla, pois corresponde também a um local de olival, lembrando o Olival Basto, ali tão perto.


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A fé é de cada um, o património é de todos

Este trânsito infernal (digo isto mas não tenho carro, mesmo asim acredito que não mudaria de opinião) não afecta somente os moradores da Calçada de Carriche, exemplos não faltam, bons exemplos de muito maus exemplos. As imagens mostram o estado de degradação, pelo menos exterior, em que se encontra a ermida de São Sebastião, em pleno Paço do Lumiar, no Largo de S. Sebastião. Na ausência de uma solução que condicione o trânsito não vai longe não. Em tantos anos nunca foi colocada em prática pelo menos a possibilidade do trânsito se efectuar apenas num sentido.


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O fim da Calçada

O fim da Calçada ou o princípio do visitante ser engolido por prédios e mais prédios. A situação agrav-se neste fim ou princípio da Calçada por tal ser sinónimo de cheias, com a falta de adequados sistemas de drenagem das águas pluviais lá vai a água pela Calçada abaixo. Na verdade o fundo da Calçada corresponde a leito de cheia.

Aqui "O fim da Calçada" não significa que seja requalificada e transformada numa avenida moderna, arejada, verde, saudável, mas refere-se apenas aos arrabaldes, sendo que na prática até significa o início, uma vez que a leitura é feita a partir de Odivelas.

sábado, 27 de outubro de 2007

Um problema nunca vem só

Neste caso podemos identificar pelo menos problemas: trânsito e problemas associados; a praga da publicidade e a construção em altura e volume para fazer render não o peixe mas o metro quadrado de terreno.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Bons ares? Hum...

Click para ver melhor

A imagem é folha de Excel com a lista das estações da rede QualAr na região Área Metropolitana de Lisboa, lado Norte, por poluente. Mais do que os dados em si, que necessitam de ser validados e para melhor se entenderem precisam dos valores limite de referência, encontramos pelo menos dois dados imediatos:


1. A Estação mais próxima da Calçada de Carriche fica em Odivelas, numa zona de vale e numa zona de desaceleração, ao contrário da Calçada que é uma zona em que as viaturas são sujeitas a um esforço maior.

2. Não sei se é apenas de hoje, mas não estão disponíveis os dados sobre as Partículas, quer PM10, quer PM 2,5. De qualquer modo, mesmo a estarem disponíveis, como a Calçada não tem uma Estação de Medição ficariamos na mesma.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Os tapa desgraças

Todos dizem que os plackards publicitários são proibidos ou têm regras restritivas, mas na verdade eles estão onde existe degradação urbana.


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Tudo pelo trânsito

Só alguém fora do seu perfeito juízo iria investir na recuperação de uma moradia situada onde esta está, pois o trânsito conquista tudo e invade-nos de ruído e partículas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

E o paraíso ali tão perto

Pode não parecer mas as imagens foram captadas nas Quintas das Conchas e dos Lilazes.

Vai e vem

Faltou dizer que com o vai e vem, neste caso o da minha vida, pode este espaço ser também um espaço aberto à participação, desde que construtiva, independente e séria. Mera coincidência, pois foi criado assim com outros objectivos mas é aqui que na verdade faz sentido.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O recurso a outros recursos

Por certo vão dizer que esta montagem parece carnavalesca, claro que é. Mas acredito que se ajusta à situação. Vejam os holofotes, vejam as prioridades da agenda política, tudo apontado para o Eixo Norte-Sul.


O problema destas tecnologias é que funcionam bem uma vez, na vez seguinte é uma lotaria.

Carriche na grande tela?

Pelo aparato a que acabei de assistir parece que a Calçada e o seu ruído vai ter direiro ser figurante num qualquer filme (contando que não é numa novela). Pelo tipo de equipamento que consegui ver, embora ainda estivesse a uns metros, tudo indica que sim, pelo menos uma das cenas com um actor a descer as escadas metálicas foi filmada na parte superior do restaurante chinês. Esse aparato parecia especialmente preparado para captar o ruído, veremos se falará mais alto ou se será apenas uma manobra estética.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Agora protejam-nos também

A ideia não é provocar, é bem simples, uma vez que a própria Junta de Freguesia do Lumiar está devidamente acautelada do frenesim sonoro, fica o apelo: agora protejam-nos a nós!

Porquê esta iniciativa?

Não que mova aqui qualquer registo auto-biográfico talvez seja conveniente deixar algumas palavras sobre o motivo deste blog, antes disso, pórem, de referir que será sempre o registo do possível, quer em termos de disponibilidade, quer em termos de conhecimento do problema, sobretudo dos seus antecedentes. Em Agosto de 2005 mudei-me para bem perto da Calçada de Carriche, na altura morava nos arredores e preferi comprar um pequeno apartamento em Lisboa, estava a precisar de mudar de ares, além disso, apesar de ser já de meia idade nunca tive carro e vir para Lisboa era estar perto de quase tudo, ainda hoje assim penso mas ainda gostaria de ter o dito carrito. Na altura não conhecia a zona, apenas do bate boca. Dois anos depois não estou arrependido, também não iria criar este blog para manifestar o meu arrependimento.
Tenho dedicado algum do meu tempo a outros blogs e outras causas, neste caso acho estranho que morando tanta gente nesta área não existam blogs ou outras iniciativas para apresentar os seus problemas e as suas potencialidades. Farto de esperar avancei eu com a ideia, embora espere que outras similares acabem por surgir.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Carriche, a pista dos aceleras

Não basta ser uma auto-estrada em plena cidade, com a agravante de, ao contrário de situações similares, não ter as ditas barreiras sonoras, a Calçada de Carriche também se destaca por não ter qualquer limitador de velocidade. Temos uma verdadeira pista para aceleras à nossa porta, ou à nossa janela. Não se entende existir esta diferenciação de critérios: vias com menor impacto sobre a qualidade de vida das pessoas tem bandas sonoras, limitadores, câmaras, sistemas sofisticados a limitar a velocidade. Na Calçada de Carriche não existe nada, apenas um piso irregular e pouco dado ao combate ao ruído. É verdade, existe também o risco de atropelamento em plena passadeira com o semáforo vermelho para os automóveis (existem aliás 2 semáforos quase seguidos antes do jardim do Monteiro Mor (pouco antes dos Museus do Traje e do Teatro). Mas com dois parece que o perigo também é a dobrar, uma vez que são constantes as transgressões - cada vez que o semáforo fica vermelhor acredito que haverá vários transgressores.

sábado, 13 de outubro de 2007

Vejam as diferenças

Não precisam de muitas palavras, por isso é fácil acertar nas diferenças, usando lemas de outras campanhas temos duas condições, embora ambos lisboetas e portugueses:
Protegidos


Sem Protecção

Ruído de fim-de-semana na Calçada de Carriche

Se assim é ao fim-de-semana....



Bem, parece que o vídeo não quer ajudar, apesar dos esforços.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um dia vem abaixo


Assim apresentado o problema até parece giro, mas a dimensão do problema é que de giro não tem nada.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Afinal o que mudou?

Um dia depois da abertura do Eixo Norte-Sul a única mudança a registar foi a diminuição de trânsito na rua do Lumiar, mas não sei se por coincidência do fim das obras, que assim permite melhor fluidez. O certo é que ainda ontem pela manhã a fila perdia-se pela Calçada de Carriche abaixo em direcção à dita rua e na entrada mais acima dava a volta quase até aos Inválidos do Comércio.
A propósito a entrada da Rua do Lumiar (creio que já é essa rua) tem um desvio que deveria ser para reparação do muro abaixo, dado o risco eminente de queda, mas o desvio para cada vez mais permanente, sendo que vindo o inverno o risco do muro ir abaixo é enorme, o que causará transtorno sobretudo aos peões que queiram subir as escadas, mas pode também causar danos no prédio vizinho.
Como o blog está apenas em fase de arranque inseri até agora apenas algumas fotos que possuía, logo que possível tratatarei de tirar mais, pois como diz o ditado (se não é ditado tem-se institucionalizado como tal) "uma imagem vale mais que mil palavras".

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A desgraça de Carriche

A calçada de Carriche num fim-de-semana de Verão, ainda assim o trânsito flui, o ar parece respirável e o ruído apenas frenesim. Não deixa é de se notar o amontoado de carros nas laterais juntos aos prédios e a total ausência de barreiras sonoras, requalificação népia.


Requalifiquem a Calçada de Carriche, porra!

Hoje é o dia perfeito para inaugurar este pequeno espaço sobre a Calçada de Carriche e o Lumiar, nomeadamente sobre o abandono crescente da Calçada e o olhar exacerbado sobre o Lumiar, tão acentuado que descer em direcção a Odivelas praticamente corresponde a descer de classe social e, por outro lado, corresponder a descer na ordem de prioridades da autarquia.
No dia em que se inaugura o troço final do Eixo Norte-Sul, pela minha parte enquanto morador na Calçada de Carriche, no mínimo, tendo em conta que o combate ao ruído foi umas das prioridades da nova via espero, espero ver igual intervenção na Calçada e que seja intervenção urgente, caso contrário mantém-se este atentado à qualidade de vida e este promotor de degradação urbanística.